Mais um braço na luta digital por uma sociedade mais justa.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

PSDB avisa: A próxima será a Petrobras!



Amigos(as), segue um aperitivo para quem ainda dúvidas dos planos para Petrobrás, caso o projeto neoliberal na figura de José Serra do PSDB vença as eleições que se avizinham.

O que mais impressiona é a cara-de-pau do líder do PSDB na Câmara, João Almeida (PSDB-BA), achar ruim a Petrobrás ser a maior empresa do país...?

Parece difícil acreditar o que este blogueiro agora escreve, mas seguem trechos da notícia na íntegra:

O fato é que PSDB e DEM, os principais partidos da oposição, têm sistematicamente se posicionado contra a mudança do atual modelo, de concessão de poços de petróleo, para o de partilha, no qual a União tem mais controle e participação na produção.

O modelo de partilha proposto pelo governo brasileiro prevê ainda que a estatal Petrobras será a operadora única do pré-sal e terá 30% de participação em todos os campos, podendo inclusive ser escolhida sem licitação para produzir sozinha em determinadas áreas.

O líder do PSDB na Câmara, João Almeida (PSDB-BA) admite que, caso o candidato tucano à Presidência José Serra vença a eleição, a tese da partilha estaria praticamente “acabada” no Congresso. “Para mim acaba. Eu vou defender a volta à regra anterior, que é boa e não obriga a Petrobrás a todo esse gigantismo, disse. (para ver notícia na íntegra, clique aqui)

Pelo visto a sede do PSDB/José Serra/Tasso Jereissati e Cia. em entregar nosso maior patrimônio ao capital privado só aumenta a cada dia que passa.

Adesão popular e espontânea marca campanha da Dilma



Amigos(as), embora nossa minúscula imprensa tenha tentado esconder a verdade e enganar a sociedade, sobre o primeiro dia de campanha de Dilma Rousseff em Porto Alegre, segue uma das tantas imagens que falarão por si do que realmente aconteceu por lá...

O evento foi marcado pela adesão popular e espontânea da campanha, diferente do que foi noticiado pelos jornais Folha de São Paulo e O Globo, onde a FSP escreve: “Tumulto faz Dilma cancelar primeiro evento em Porto Alegre" e O Globo escreve: "Campanha de rua de Dilma começa desorganizada no Sul", além de omitirem o verdadeiro números de presentes no evento, que contou com mais de 5.000 pessoas, entre simpatizantes e curiosos.

Até aí já estamos acostumados... mas o que nos preocupa nesse caso, é que este foi apenas o primeiro ato da campanha e os jornalões já começaram "chutando na canela" de um dos presidenciáveis.
Imaginem se esta presidenciável disparar na frente com chances de levar o certame logo no primeiro turno...

Portanto, fiquemos em alerta para as artimanhas desses partidos políticos aí de oposição que ora se disfarçam de imprensa.

Só um aviso à imprensa: Lula começou assim…

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ao mestre com carinho



Professor Messias, mestre e pai, tenho certeza que nesses primeiros 11 anos dessa nova etapa em sua existência, estais orgulhoso da grande obra que no dia 28/06/1999 deixastes em terra:    A família.

Família, base suprema de tudo!

"O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte."
Chico Xavier

REFLEXÕES DO COMPANHEIRO FIDEL



Reflexões do companheiro Fidel: Eu bem gostaria estar enganado

Quando estas linhas sejam publicadas no jornal Granma amanhã sexta-feira, o dia 26 de julho, data em que sempre recordamos com orgulho a honra de ter resistido os embates do império, ficará distante, apesar de que faltam apenas 32 dias. Os que determinam cada passo do pior inimigo da humanidade ­―o imperialismo dos Estados Unidos, uma mistura de mesquinhos interesses materiais, desprezo e subestimação às demais pessoas que habitam o planeta― calcularam tudo com precisão matemática.

Na reflexão do dia 16 de junho escrevi: “Entre jogo e jogo da Taça Mundial de Futebol, as diabólicas notícias vão sendo colocadas de pouco e pouco, de maneira que ninguém se ocupe delas”. O famoso evento esportivo tem entrado em seus momentos mais emocionantes. Durante 14 dias, as equipes integradas pelos melhores futebolistas de 32 países têm estado competindo para avançar rumo à fase de oitavos de final; depois virão sucessivamente as fases de quartos de final, semifinais e o final do evento. O fanatismo esportivo cresce incessantemente, cativando centenas e talvez milhares de milhões de pessoas em todo o planeta.

Contudo, haveria que se perguntar quantos sabem que desde o dia 20 de junho naves militares norte-americanas, incluído o porta-aviões Harry S. Truman, escoltado por um ou mais submarinos nucleares e outros navios de guerra com mísseis e canhões mais potentes do que os velhos couraçados utilizados na última guerra mundial entre 1939 e 1945, navegavam rumo ás costas iranianas através do canal de Suez. Junto das forças navais ianques avançam barcos militares israelitas, com armamento igualmente sofisticado, para inspecionar toda a embarcação que parta para exportar e importar produtos comerciais que o funcionamento da economia iraniana precisa.    
O Conselho de Segurança da ONU, a proposta dos Estados Unidos, com o apoio da Grã-bretanha, a França e Alemanha, aprovaram uma dura resolução que não foi vetada por nenhum dos cinco países que ostentam esse direito.

Outra resolução mais dura foi aprovada por acordo do Senado dos Estados Unidos. Com posterioridade, uma terceira, ainda mais dura, foi aprovada pelos países da Comunidade Européia. Tudo aconteceu antes de 20 de junho, o que motivou uma viagem urgente do Presidente francês Nicolás Sarkozy à Rússia, segundo notícias, para entrevistar-se com o chefe de Estado desse poderoso país, Dmitri Medvédev, com a esperança de negociar com o Irã e evitar o pior.

Agora se trata de calcular quando as forças navais dos Estados Unidos e do Israel se desdobrarão frente às costas do Irão, para se juntar ali aos porta-aviões e demais navios militares norte-americanos que estão de plantão nessa região.
O pior é que, igual do que os Estados Unidos, Israel, o seu gendarme no Oriente Médio, possui moderníssimos aviões de ataque e sofisticadas armas nucleares fornecidas pelos Estados Unidos, que o tornou a sexta potência nuclear do planeta por seu poder de fogo, entre as oito reconhecidas como tais, que incluem a Índia e o Paquistão.

O Xá da Pérsia fora derrocado pelo Ayatollah Ruhollah Khomeini em 1979 sem empregar uma arma. Os Estados Unidos depois lhe impuseram a guerra àquela nação com a utilização de armas químicas, cujos componentes forneceu ao Iraque junto da informação requerida por suas unidades de combate e que foram empregues por estas contra os Guardiães da Revolução. Cuba sabe disso porque na altura era, como temos explicado outras vezes, Presidente do Movimento de Países Não- Alinhados. Sabemos bem dos estragos que causou em sua população. Mahmud Ahmadineyad , hoje chefe de Estado no Irão, foi chefe do sexto exército dos Guardiães da Revolução e chefe dos Corpos dos Guardiães nas províncias ocidentais do país, que suportaram o peso principal daquela guerra.

Hoje, em 2010, tanto os Estados Unidos quanto Israel, após 31 anos, subestimam o milhão de homens das Forças Armadas do Irão e sua capacidade de combate por terra, e às forças de ar, mar, e terra dos Guardiães da Revolução. A elas se acrescentam os 20 milhões de homens e mulheres, entre 12 e 60 anos, escolhidos e treinados sistematicamente por suas diversas instituições armadas entre os 70 milhões de pessoas que habitam o país. O governo dos Estados Unidos elaborou um plano para levar a cabo um movimento político que, apoiando-se no consumismo capitalista, dividisse os iranianos e derrocasse o regime.

Tal esperança já é inócua. Resulta risível pensar que com as naves de guerra estadunidenses, unidas às israelitas, despertem as simpatias de um só cidadão iraniano. Por minha parte acreditava inicialmente, ao analisar a atual situação, que a contenda começaria pela península da Coréia, e ali estaria o detonante da segunda guerra coreana que, por sua vez, daria lugar de imediato à segunda guerra que os Estados Unidos lhe imporiam ao Irão.

Agora, a realidade muda as coisas em sentido inverso: a do Irão desatará de imediato à da Coréia. A direção da Coréia do Norte, que foi acusada do afundamento do “Cheonan”, e sabe de sobra que foi afundado por una mina que os serviços de inteligência ianque conseguiram colocar no casco dessa nave, não esperará um segundo em agir logo que no Irão se inicie o ataque.

É muito justo que a torcida do futebol desfrute a seu bel-prazer das competições da Taça do Mundo. Cumpro apenas com o dever de fazer um apelo ao nosso povo, pensando sobretudo em nossa juventude, plena de vida e esperanças, e especialmente em nossas maravilhosas crianças, para que os fatos não nos apanhem por surpresa, absolutamente desprevenidos.

Doe-me pensar em tantos sonhos concebidos pelos seres humanos e as assombrosas criações das que têm sido capazes em apenas uns poucos milhares de anos.
Quando os sonhos mais revolucionários se estão cumprindo e a Pátria se recupera firmemente, eu bem gostaria estar enganado!

Fidel Castro Ruz
24 de junho de 2010
21h34

domingo, 6 de junho de 2010

Vale: A empresa de um único produto para um único comprador



Antes de mais nada é importante lembrar que a Vale é uma empresa que comercializa um único produto para um único comprador, ou seja, minério de ferro para China. Após 13 anos de exploração do recursos naturais do Brasil, não agregou R$ 0,01 ao seu produto, sequer tem capacidade de atender a demanda interna por aço para construir os navios encomendados pela Petrobrás.
No dia em que a China acordar com resfriado e arrumar um outro fornecedor de minério de ferro a Vale pede concordata e junto leva as economias de milhões de brasileiros acionistas desta empresa.
Infelizmente a privatização da Vale é vendida - por setores conservadores da imprensa - como um caso bem sucedido do modelo neoliberal. Mas não é bem assim! É apenas propaganda ocultando a verdade!

Por Jorge Américo na Radioagência NP:

Fundada em 1942 e privatizada em maio de 1997, a mineradora Vale transformou-se em símbolo da política neoliberal implementada pelo governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). A estatal foi adquirida pela iniciativa privada pelo valor de US$ 3,4 bilhões. Atualmente, o valor de mercado passa de US$ 140 bilhões, valor quarenta vezes maior que o preço de sua venda.

Somente no ano de 2009, a Vale teve um lucro líquido de mais de US$ 5 bilhões. Em contrapartida, sua ação exploratória em aproximadamente 30 países em que atua está provocando conflitos sociais e ambientais.

A semelhança das ocorrências nos diversos países onde a Vale atua fez com que 80 organizações, presentes nos cinco continentes, organizassem o Movimento Internacional dos Atingidos pela Vale.

Com a mobilização, foi criado um dossiê, que demonstra a ação devastadora da empresa. O documento foi entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) no final de março deste ano.

Em entrevista à Radioagência NP, a economista Karina Kato, integrante do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, defende a anulação do leilão da Vale e fala sobre a tensão social nos territórios atingidos pela multinacional brasileira.

Radioagência NP: Karina, o que consta neste “Dossiê dos Impactos e Violações da Vale no Mundo” que foi enviado para os organismos internacionais?
Karina Kato: No Peru, teve um caso de um funcionário de uma subsidiária da Vale que foi condenado por tentativa de homicídio. A Vale está entrando lá para a constituição de milícias armadas. São denúncias parecidas com aquelas que ouvimos aqui, na Baía de Cepetiba, onde está sendo construída a Companhia Siderúrgica do Atlântico. Enfim, são várias violações de direitos humanos, casos de destruição do meio ambiente. Por isso, esse dossiê foi apresentado como um documento que prova essas violações cometidas pela vale e entregue a diversas instâncias.

RNP: No documento, a Vale é acusada de violação dos direitos humanos, exploração de trabalhadores, destruição do meio ambiente, entre outros. Como ela consegue preservar a imagem de companhia sustentável?
KK: A Vale acaba construindo uma imagem de si que não corresponde à realidade. Nos territórios onde atua, ela possui uma imagem totalmente diferente daquela que ela vende. No entanto, ela consegue manter no imaginário social do brasileiro comum a imagem de uma empresa verde-amarela, que pertence a todos os brasileiros, o que já não é mais verdade há muito tempo, desde a privatização.

RNP: Sustentabilidade é um dos assuntos mais debatidos no momento. Como ele foi abordado na assembléia da qual participaram o movimento e os acionistas?
KK: A Vale fez uma apresentação de como foi sua atuação em 2009. As palavras sustentabilidade, meio ambiente e comunidade não apareceram na apresentação. Era uma apresentação voltada para o mercado, vendas e exportação de commodities. Foi curioso porque os próprios acionistas cobraram isso da empresa. Questionaram as ações que estão sendo feitas acusações de violação nos territórios.

RNP: Que impactos a ação da Vale provoca nas comunidades onde ela atua?
KK: Na Tailândia tem cerca de 1.5 mil famílias de acampamentos e assentamentos que convivem com 79 fornos que produzem carvão. A produção funciona 24 horas para alimentar as indústrias da Vale. A conseqüência são problemas respiratórios, crianças que não conseguem ir ao colégio por conta da alergia e outros problemas. A mesma coisa acontece com famílias que moram perto de siderúrgicas. A violência que vitima os camponeses que se opõem às ações da empresa. A Vale é arrogante, tem uma forma muito agressiva de exploração dos recursos naturais e dos recursos humanos em todas as áreas.

RNP: A questão trabalhista também está sendo desrespeitada?
KK: Um grande exemplo dessa arrogância está na greve de nove meses, onde 3.5 mil mineiros estão parados. Um detalhe é que no Canadá os trabalhadores não recebem pelos dias parados. O sindicato contribui com 20% do salário que eles recebem. Vem de um fundo para a greve. Para se ter uma idéia, eles estão passando necessidades, alguns estão passando fome. Segundo cálculos do sindicato, se os trabalhadores aceitassem todas as exigências da Vale, a redução do custo da empresa por libra de níquel seria de cinco centavos. Seria um impacto muito grande para os trabalhadores. Em contrapartida, um impacto muito pequeno para a empresa.

RNP: O Movimento defende a anulação do leilão de privatização da Vale?
KK: Consideramos que o leilão foi ilegal, as reservas foram subvalorizadas, foram vendidas a um preço extremamente baixo. Era um patrimônio brasileiro, que passou para as mãos da iniciativa privada sem ao menos se fazer uma consulta à população. A Vale tinha um fundo que destinava 3% de sua lucratividade, que eram revertidos para as comunidades onde ela mantinha a exploração. Esse fundo foi retirado, se tornou um valor fixo, que é controlado e operacionalizado pelo BNDES.”

RNP: Como os movimentos sociais devem se organizar diante do poderio das grandes corporações?
KK: Precisamos denunciar e dar voz a esses grupos que estão sendo impactados. É preciso articular as diferentes lutas em torno de uma luta só. Afinal, estamos lutando pelo mesmo motivo. Por condições de vida digna, por um meio ambiente saudável, por distribuição de riqueza, pela não-exploração do trabalho. Parecem lutas distintas, mas é uma luta só.

domingo, 30 de maio de 2010

Brasil, o porta voz natural dos emergentes



É amigos... é a nossa minúscula imprensa em busca de credenciais...
Por: Lana Lim no Bol

O Brasil de Lula luta em todas as frentes e é o porta voz natural das economias emergentes

É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas. 

Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina. 

Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.

Mas “o homem mais popular do mundo”, segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.

A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.

No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de “celeiro do mundo”. Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.

Foi em 2008 que o Brasil se deu conta de suas capacidades econômicas. Até então, ele negociava com a Organização Mundial do Comércio, mas de maneira um tanto tímida. A crise que veio dos Estados Unidos e o colapso da produção industrial dos chamados países desenvolvidos o persuadiram de que era hora de partir para a ofensiva.

Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.

Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.

Porque “o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance”, e por ele acreditar estar “na metade de [sua] carreira política”, Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera “muito pequena”.

Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus “trinta anos gloriosos”.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Obama, Hillary Clinton e ONU estão numa sinuca



E agora? Qual será o próximo argumento dos neocons do Brasil e do mundo em prol de mais uma guerra, e mais uma vez contra um país do Oriente Médio? Ficou claro para todos que a diplomacia é sempre a melhor via.

Por que a Diplomacia Brasileira acreditou sempre no debate negociado?

A resposta é simples: Porque o mundo inteiro já foi enganado uma vez pelos neocons do Ocidente acerca das armas de destruição em massa do Iraque e não entraria nessa roubada mais uma vez!

Resultado: Venceu a Paz e o Brasil que se posicionou como um negociador estratégico e confiável perante os mais importantes conselhos do mundo.

domingo, 16 de maio de 2010

DILMA cresce e lidera pesquisa



A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cresceu e está liderando, pela primeira vez, a preferência para as eleições presidenciais deste ano. Segundo pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada hoje à noite pelo canal de televisão Band, Dilma tem 38% das intenções de voto na consulta estimulada, com um aumento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.

José Serra, pré-candidato do PSDB, caiu três pontos percentuais e está agora com 35%, de acordo com a Band. Marina Silva, do PV, se manteve no patamar de 8%. Os indecisos representam 11%, e os votos brancos e nulos estão em 8%.
 
No cenário de segundo turno, Dilma superaria Serra por 40% a 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados tanto na simulação de primeiro turno como na de segundo turno.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde aos pesquisadores em quem votar, Dilma também é indicada como a melhor opção dos eleitores. Ela aparece com 19% das intenções de voto, e o adversário tucano, com 15%.

Os eleitores dos estados do Nordeste preferem Dilma, onde tem a maior aprovação: 45%. Na divisão de gêneros, a pré-candidata do PT tem mais aprovação entre os homens brasileiros, com 42% dos votos, e 34% são das mulheres. Para Serra, o cenário é mais equilibrado: 35% dos seus votos são de mulheres e 34% de homens.

O Vox Populi consultou 2.000 eleitores em 117 cidades de 23 estados e o Distrito Federal. Os dados foram levantados entre os dias 8 e 13 maio. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 11.266/2010.


O site G1 fumou o que mesmo?!?!



Essa semana a oposição da nossa minúscula imprensa frente ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do Governo Federal beirou o ridículo. Às vezes tenho certeza que essa turma cheirou ou fumou algo muito forte. Subestimam de forma flagrante o bom senso da platéia.
O G1 (site da Globo) teve a cara-de-pau de chamar mais um daqueles pseudo especialistas não sei lá de que para "descer a lenha" nesse ambicioso plano de inclusão digital do Governo Federal. Com o título de: ‘Internet a 512 kbps não é banda larga’, minimizou descaradamente o que realmente representa a importância desse plano e propositadamente esqueceu de lembrar aos leitores que a internet no Brasil, no modelo que está, é uma das piores e mais caras do mundo. Herança do (des)governo de FHC do PSDB.

Faltou lembrar que:

1 - O Brasil é o único país do mundo onde compramos internet 3G e levamos apenas 1/2G, é como se comprássemos 1Kg de feijão, mas só levássemos para casa 600g. E o pior é que os usuários de internet 3G, como em efeito coletivo, já se conformaram - numa boa - em pagarem (e não é barato) por um serviço que não é cumprido conforme contrato.

2 - O Speedy, a internet da Telefônica que atende os estados de São Paulo, Rio, Santa Catarina e parte de Minas, é considerado exemplo de péssimo serviço prestado ao consumidor, é campeão de reclamações no Procon, ficou proibido de aceitar novos clientes e quase sofreu intervenção da Anatel.

3 - O Velox, a internet da Oi, é considerada uma das mais caras do Brasil, até pouco tempo custava R$ 85,00 por 300Kbps. Prestem atenção nesse dado, para termos uma idéia do quanto era astronômica a tarifa do Velox: O valor cobrado pela GVT, recém chegada concorrente da Oi aqui no Ceará, custa R$ 69,00 por 10Mbps, mais telefone fixo ilimitado e outras vantagens. Viram só?!?! Sem falar do péssimo atendimento ao consumidor, colocam sempre uma gravação para atender o usuário e depois de muita perca de tempo e muita raiva, consegue-se falar com uma atendente que sempre diz  mesma desculpa: "-Sr. está havendo manutenção na sua área, favor aguardar 48h..." Absurdo!!!

4 - Que o acesso a internet reflete o tamanho da conta da desigualdade social, ainda existente no nosso país. Para termos uma idéia, apenas 2% dos lares do estado do Maranhão estão conectados na rede mundial e somente 7,7% da população desse estado acessam a rede de outros locais que não seja dos seus domicílios. É difícil acreditar, mas é verdade, segundo dados do Mapa das Desigualdades Digitais do Brasil.

5 - Esqueceu de lembrar também que entre a população mais rica sobe para 56,3% o percentual de casas com acesso à rede – “uma diferença de 7.600%”, segundo a pesquisa.

6 - Ainda de acordo com o estudo, cerca de 28% da população brasileira auto declarada branca na Pnad utiliza a internet, de maneira geral – mais que o dobro dos 13,3% da população negra.

E o que está por trás desse desespero dos barões da mídia com essa iniciativa do governo?

O FIM do monopólio da informação e da verdade! Com o advento da internet surgiu a figura do canal de informação colaborativa, caso dos Blog's entre outros, ferramenta indispensável na difusão de notícias sem corte, sem filtros e sem censura.
Já que a internet é um território livre, há a opção de confrontação dos fatos com outras fontes, diferente do acontece com os fatos editados pelos telejornais ou grandes portais de notícias (que pertencem aos mesmos donos).

Esse desespero também encontra amparo na queda vertiginosa das receitas com publicidade, pois, as empresas passaram investir pesado em marketing na mídia digital. Assim, o que antes era investido somente em comercial na televisão ou jornal impresso, agora vai para aquele site de músicas, aquele site de games, aquele blog que fala noivas, política ou futebol, enfim. Houve uma pulverização do montante investido em marketing por parte dos grandes financiadores da grande mídia.

Retorno à vida de uma gigante do Estado Brasileiro, o sistema Telebrás, principal financiador do Plano Nacional de Banda Larga que prevê tarifa de R$ 15 para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e com limitação de downloads, e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps, para todos brasileiros, independente da cor, classe social ou região.

terça-feira, 27 de abril de 2010

De volta ao trabalho



Colocando os assuntos em dias, o mês de abril foi marcado pelos Finais e Recomeços que terão desdobramentos importantes no decorrer de 2010.

Um final importante foi o Fim (com "F" maiúsculo mesmo) da Era Gilmar no STF. Era marcada por sucessivos atentados ao senso comum e à Justiça deste país, como por exemplo, centenas e centenas de entrevistas concedidas à imprensa adiantando os autos do processo. Somente para termos uma idéia, em nenhuma democracia séria no mundo, houve registro de um juiz da Suprema Corte antecipar seu veredicto para um possível réu via imprensa. E pior, sem antes tem começado o processo. Outro absurdo da Era Gilmar foi a concessão de 2 habeas corpus em menos de 48 horas para um mesmo paciente para 2 crimes diferentes, impressionante sua eficiência nesse processo, uma espécie de Usain Bolt do judiciário. Nem precisa lembrar que por coincidência ou não, esse paciente era branco, rico, muito rico, e de olhos azúis.

Outro final importante que merece comemoração foi o Fim (com "F" maiúsculo mesmo) da farra indiscriminada e galopante por parte dos institutos de pesquisa da Globo e da Folha de São Paulo, no caso IBOPE e Data Folha, respectivamente. Em função de outros 2 institutos, Vox e Sensus, terem dito NÃO a essa indústria de mentiras responsável muitas vezes por mudarem o curso da história de um povo.

Falando de recomeços, foi lançada a candidatura tucana ao Planalto, trata-se de um velho conhecido dos filhos mais sofridos dessa nação, pois todas as vezes que o país quebrou na década de 90, e não foi somente 1 e nem 2, e sim 3 vezes, os mais pobres foram quem mais sofreram. E advinha quem estava lá ao lado de Fernando Henrique Cardoso capitaneado as vendas do nosso patrimônio? Quem? Quem? Pois é Sr. José Serra... para você somente resta apostar alto e ir para o tudo ou nada, como já está fazendo muito bem com amplo apoio da sua minúscula imprensa do eixo Rio-São Paulo.
Só falta combinar com os eleitores do Nordeste, Norte e ampla maioria do Centro-Oeste.

Outro recomeço nesse mês de abril foi a arriscada aposta da minúscula imprensa brasileira na parvoíce do povo, prova maior são as capas de um tal de revista veja que insiste se vender como um veículo de imprensa devendo assumir-se como um partido político. Vejam a diferença no tratamento da velha e falida mídia em relação aos estados de SP e RJ. Em São Paulo (de Serra) a culpa da chuva é de São Pedro. Já no Rio (de Sérgio Cabral apoiado por Lula) a culpa é de ingerência do Estado.
Importante frisar que em qualquer lugar do Brasil ou do mundo um Estado sério tem o dever de zelar pelo bem dos seus cidadãos, sobretudo dos mais necessitados, pois algo em comum nas tragédias de Santa Catarina, São Paulo e Rio foi a classe social no qual as vítimas pertenciam, ou seja, sempre os mais pobres pagam a conta, nesses casos, com a vida.





                                                                                                                                                      

Informe:



Prezados leitores(as), seguem minhas sinceras desculpas pela ausência e agradecimentos pela compreensão que tiveram com o signatário deste blog que há mais de um mês ausentou-se da militância digital.
A razão foi a minha total dedicação a um projeto de cunho pessoal que realmente carecia da minha integral atenção.

27/04/10 - Um Dia Deveras Especial


sexta-feira, 19 de março de 2010

Operação “Tempestade no Cerrado”: o que fazer?

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Mauro Carrara escreve sobre uma operação que, claramente, já está em curso. Texto na íntegra Blog do Rodrigo Vianna.

Passado o Carnaval, os setores ligados aos tucanos - na grande mídia - se desesperaram. A sequência de notícias ruins para eles, desde o fim do ano passado, é impressionante: enchentes em São Paulo, Arruda preso, o DEM desmoralizado, (Kassab cassado - Rafael Chaves), o PSDB sem discurso diante da recuperação da economia. Para completar: Serra caiu e Dilma subiu nas pesquisas.
A oposição ao governo Lula bateu os tambores no convescote organizado pelo Instituto Millenium. Ao perceber que os partidos de oposição caminhavam para a anomia, os donos da mídia asumiram o controle da oposição. E as manchetes, capas e títulos distorcidos se avolumam.

É guerra. É a tempestade no deserto:

Pesquisa IBOPE saiu a campo (coincidência, em se tratando do IBOPE?) na última semana, em meio à tempestade de manchetes anti-governistas. Resultado deve ser divulgado nos próximos dias, pela CNI.
Toda a esperança dos tucanos da mídia é que Serra tenha conseguido estancar a sangria dos votos. Aparentemente, não conseguiu. Há informações de que Dilma já aparece (numericamente) à frente de Serra, apesar de a situação (ainda) caracterizar empate técnico.

Nos próximos meses, entraremos num ritmo frenético, parecido com o de 2005 - quando setores da mídia tentaram derubar Lula. Agora, sabem que não podem derrubá-lo. Mas bastaria a eles arranhar a imagem do PT, e vender a idéia de de que "Lula a gente tolerou, mas Dilma - a terrorista - não vai chegar lá".

“Tempestade no Cerrado”: (Em referência a alta popularidade de Lula no Nordeste - Rafael Chaves) é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium. A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores. A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.

As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.

1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás: Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado. A  tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.

Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU / Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009 / Criam deturpações numéricas.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso. Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas. O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis. Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada. A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses. A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.

Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Três deles merecem destaque...

1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.
2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.
3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.

O que fazer:

Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo. Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos. Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.

São cinco as tarefas imediatas...

1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.

2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.

3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.

4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.

5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.


A guerra começou. Não seja um desertor!

O que me contaram sobre o Titanzinho



Professor Oswald Barroso escreve sobre o Titãzinho:

Contaram-me que os moradores do Titanzinho darão graças a Deus quando o estaleiro der um fim à sua praia porque, sendo pobres e analfabetos, pouco estão ligando para a paisagem, embora ali o mar tenha peixes fartos e as melhores ondas para surfar de todo o Brasil. Pouco se importam também, disseram-me, que um paredão se instale entre eles e a praia, porque se pode passar muito bem sem jogar bola ou mesmo sem correr pela areia, tomar uma cerveja, olhar a lua, o pôr do sol, fazer qualquer coisa, desde que se tenha grana no bolso, emprego seguro, como promete um bom estaleiro. Contaram-me, inclusive, que eles concordam, até mesmo, em dissolver a comunidade se for necessário, empestada de funkeiros, ladrões e traficantes. Um estaleiro os livraria dos bandidos e vagabundos.

Em outra ocasião, deram-me o exemplo de um estaleiro que, chegando numa praia parecida com aquela, gerou emprego e renda, transformando de tal modo a vida do povo que muitos de seus habitantes, em pouco tempo, já possuíam carro e casa própria. Pareciam arautos de Deus, reunidos em uma assembléia do Olimpo, esses que falavam envergando paletós. Munidos de números e palavras técnicas, despejavam argumentos, demonstravam absoluta convicção no que diziam, embora alguns deles fossem ainda muito jovens. Como se tratava de grave questão e houvesse resistência, pois afinal não se condena todo dia uma praia com sua cultura ao desaparecimento, a maioria lavou as mãos e passou a responsabilidade aos técnicos. Caberia à ciência, essa nova religião, a palavra final. Os órgãos responsáveis pelo meio-ambiente dariam a palavra final. Assim estaria garantida a assepsia e a neutralidade da decisão, embora não estivessem esquecidas de todo as manchetes nos jornais dando conta de casos graves de corrupção comprometendo decisões e laudos técnicos dos citados órgãos.

No sábado fui visitar o Titanzinho. Ver para crer, ouvir com meus próprios ouvidos. Levei uma caderneta e uma máquina fotográfica. Voltei a ser repórter. Fui direto ao assunto. Anotei primeiro o que estava escrito em um muro de frente à praia. Tinha tudo a ver: “Contaram-me que os peixes não se importam de serem pescados, pois tem o sangue frio e não sentem dor. Mas não foi um peixe que me contou isso.” Havia um recital de poesia promovido pelo Grupo Chocalho com a participação de rappers locais. Alguns contaram em versos a história das lutas dos moradores para não serem despejados do Bairro Serviluz. Outro falou a propósito da ameaça da instalação do estaleiro na praia do Titanzinho: “Querem arrancar um pedaço do meu coração!”

As pessoas comentavam desconfiadas as promessas de emprego e renda advindas do estaleiro. Anotei uma fala: “- Quando construíram este porto aqui, com todas essas empresas, também prometeram emprego para o povo do bairro.” A propósito, o estaleiro citado acima, gerador de tantas maravilhas, fica em Pernambuco, em zona rural bem distante do Recife, local apropriado, portanto, longe dos centros urbanos, lugar bem diferente de um “santuário” da cultura praieira, como o Titanzinho.

Isso mesmo, o povo do Serviluz não abre mão de sua praia, foi o que lá me disseram. E eu digo: o Titanzinho é um patrimônio natural e cultural da cidade. É chão sagrado, é mar sagrado, onda de Tita Tavares e de outros Titãs. É patrimônio de Fortaleza. Nós não abrimos mão dele, nem por trinta bilhões, quanto mais por trinta tostões. Que as máquinas do dinheiro vão ranger noutro lugar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Homenagem as Mulheres

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bMulher amiga, amante, mãe
Mulher que inicia seu dia trabalhando
E termina, amando...
Mulher que protege, luta briga e chora
E que nunca deixa o cansaço
Tirar o seu sorriso, sua força, a esperança
Que está sempre pronta a amar, e proteger a sua prole
Sua vida, o seu amor
Mesmo que esteja chorando por dentro
No seu olhar esta sempre presente
A força de lutar por tudo o que quer

Mesmo cansada
Está sempre pronta para seguir em frente
E quando cai, se levanta tirando de sua queda
Uma grande lição
Aprendendo então, a passar por cima das armadilhas da vida

Mulher Guerreira que se torna
Forte e frágil ao mesmo tempo
Que busca dentro de seu interior a força
Que chora para poder se fortalecer
Através das lágrimas que rolam
Que se levanta para poder
Levantar a quem está em sua volta
Precisando de uma palavra de carinho
De esperança, de amor...

Essa é a mulher guerreira
Que se faz de forte
Mas ao mesmo tempo é tão frágil
Como um cristal...
Mas que não se deixa quebrar tão facilmente
 
Poema: Nancy Cobo
 
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em homenagem as conquistas econômicas, políticas e sociais alcançadas pela mulher.
Na virada do século XX, o rápido processo de industrialização levou a muitos protestos denunciando as más condições de trabalho e salários reduzidos. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos no 08 de Março de 1857, em Nova Iorque. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada e aproximadamente 130 morreram queimadas.
Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague (Dinamarca), dirigida pela Internacional Socialista e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido no dia 08 de Março.
As comemorações foram revitalizadas pelo feminismo somente na década de 1960 e apenas em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a data foi oficializa pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na verdade, a mulher não precisa de um dia específico, de uma data pré-estabelecida, o seu dia, são todos os dias, pois estão vivas e são atuantes independentemente de dia, na verdade, nunca têm folga!

Viva a mulher, não somente no dia 8 de março ou no segundo domingo do mês de maio, mas viva a mulher, todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, porque a "mulher" é sempre "mulher" todo o tempo.

Em defesa da Reforma Agrária



Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo.

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários, grileiros – e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa campanha claramente orquestrada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo “grave atentado”. A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é “bandido”, é “marginal”. Exemplo claro de “criminalização” dos movimentos sociais.

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade” que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e “provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela “violência no campo”.
Trata-se de grave distorção.

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.
No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido…

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar – nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio.

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades.

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária.
Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo.

Se você pensa assim, compareça ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, no próximo dia 11 de março, e venha refletir com a gente:

Por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida?

Como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?

- Como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil?

É o convite que fazemos a você.

Assinam:
Altamiro Borges, Antonio Martins, Dênis de Moraes, Hamilton Octavio de Souza, Igor Fuser, João Brant, João Franzin, Jorge Pereira Filho, José Arbex Jr, Laurindo Lalo Leal Filho, Luiz Carlos Azenha, Renato Rovai, Rodrigo Savazoni, Rodrigo Vianna, Sérgio Gomes, Vânia Alves, Verena Glass.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nota de agradecimento



Gostaria de agradecer a Deus, amigos(as) e família; mentores do signatário deste canal de informação colaborativa que em seu primeiro mês no ar recebeu mais de 500 visitantes que trilharam outros caminhos na busca do valor máximo intangível do século XXI - A informação.

Rafael Chaves

Papagaios de telejornal

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Declarar e defender nossas convicções políticas custa uma generosa dose de paciência com os amigos cuja única fonte de informação é um telejornal, às vezes, um portal de notícias da mesma empresa, ou quando muito, a capa de um semanário comprometido até os dentes com interesses espúrios. Não encontro explicação lógica quando esses mesmos amigos se divertem em colocar em xeque nossas crenças ideológicas. Até ontem pensei que isso acontecia somente comigo, mas não! Durante o aniversário de um querido amigo na noite do último domingo, presenciei um verdadeiro bombardeio ao aniversariante por parte do irmão dele. Os questionamentos eram os mais variados, tipo: Cadê a obra tal? Cadê o hospital tal? Por que a Avenida Luciano não sei lá das quantas ficou tanto tempo interditada... e por aí foi...! 

É amigos... isso também acontece comigo quase todos os dias... Ainda bem a maioria dos críticos do programa de governo no qual acredito são ótimos papagaios de telejornal, ou seja, apenas reproduzem o que é permitido que eles vejam. Isso porque nossa minúscula imprensa sempre escolhe qual será a pauta do dia. Prefere atuar na fabricação de factóides com alicerces de areia a antecipar um debate sério como a tão urgente reforma política, incluindo o Judiciário.

Separei dois factóides, dos tantos que recebo via e-mail, para demonstrar o quanto é fácil derrubar por terra os descalabros da nossa minúscula imprensa. Trata-se da ficha falsa da Ministra Dilma publicada pelo jornal Folha de São Paulo e a pseudocrise entre César Ciélo e o Presidente Lula publicada pelo jornal O Estado de São Paulo.

1º Essa ficha foi publicada no dia 05/04/09 na CAPA do jornal paulista Folha de São Paulo, e no dia 25/04/09, no rodapé de uma página perdida entre outras tantas, reconheceu tratar-se de uma ficha falsa! Só aqui no Brasil mesmo acontece isso, pois, em qualquer outra democracia séria no mundo, essa jornalista teria sido punida pelas leis vigentes, em ter publicado algo sem autenticidade da fonte e conteúdo! Segue artigo do Observatório da Imprensa acerca do episódio, clique aqui.

2º Ciélo reclamou da falta de incentivos para o esporte aqui no Brasil e a pitada generosa de pimenta ficou por conta do jornal. É verdade sim, que Ciélo não é um atleta "prata da casa" por falta de investimentos! Acontece que os maiores patrocínios vêm da iniciativa privada, e são para atletas ou categorias já consagradas! Nesse caso, a empresa privada não está fazendo nenhum favor ao esporte, está usando a imagem do atleta visando interesses puramente comerciais.
Já os investimentos do Estado Brasileiro no esporte, vêm através de incentivos fiscais, ou por via das empresas públicas, e essas sim são as que mais investem no esporte como uma forma de acelerar a inclusão social e difundir o esporte. Talvez tenha sido por isso, que pela primeira vez um Chefe de Estado, recebeu o Troféu Personalidade Olímpica 2009, e foi aplaudido de pé várias vezes durante o eventos pelos atletas do Comitê Olímpico Brasileiro, inclusive pelo próprio Cesar Ciélo.
Lembro também o papel de destaque assumido pelo Brasil no cenário internacional do esporte reconhecido pelos mais importantes conselhos, entre eles, FIFA e COI, que nos confiaram a Copa 2014 e Olimpíadas 2016, respectivamente, sem esquecer dos Jogos Pan-americanos de 2007, além dos tantos mundiais das mais diversas categorias do esporte realizados no Brasil.

É amigos... já faz um tempo que este país deixou de ser o país do "quase", hoje somos o país do "Sim, deu certo!"
É verdade também, que ainda há muito que ser feito, muito mesmo, principalmente no combate das distorções no social, no fiscal e na política!

Mas o importante é que já começamos a fazer! E isto não pode parar!!!