Mais um braço na luta digital por uma sociedade mais justa.
B
B

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Obama, Hillary Clinton e ONU estão numa sinuca



E agora? Qual será o próximo argumento dos neocons do Brasil e do mundo em prol de mais uma guerra, e mais uma vez contra um país do Oriente Médio? Ficou claro para todos que a diplomacia é sempre a melhor via.

Por que a Diplomacia Brasileira acreditou sempre no debate negociado?

A resposta é simples: Porque o mundo inteiro já foi enganado uma vez pelos neocons do Ocidente acerca das armas de destruição em massa do Iraque e não entraria nessa roubada mais uma vez!

Resultado: Venceu a Paz e o Brasil que se posicionou como um negociador estratégico e confiável perante os mais importantes conselhos do mundo.

domingo, 16 de maio de 2010

DILMA cresce e lidera pesquisa



A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cresceu e está liderando, pela primeira vez, a preferência para as eleições presidenciais deste ano. Segundo pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada hoje à noite pelo canal de televisão Band, Dilma tem 38% das intenções de voto na consulta estimulada, com um aumento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.

José Serra, pré-candidato do PSDB, caiu três pontos percentuais e está agora com 35%, de acordo com a Band. Marina Silva, do PV, se manteve no patamar de 8%. Os indecisos representam 11%, e os votos brancos e nulos estão em 8%.
 
No cenário de segundo turno, Dilma superaria Serra por 40% a 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados tanto na simulação de primeiro turno como na de segundo turno.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde aos pesquisadores em quem votar, Dilma também é indicada como a melhor opção dos eleitores. Ela aparece com 19% das intenções de voto, e o adversário tucano, com 15%.

Os eleitores dos estados do Nordeste preferem Dilma, onde tem a maior aprovação: 45%. Na divisão de gêneros, a pré-candidata do PT tem mais aprovação entre os homens brasileiros, com 42% dos votos, e 34% são das mulheres. Para Serra, o cenário é mais equilibrado: 35% dos seus votos são de mulheres e 34% de homens.

O Vox Populi consultou 2.000 eleitores em 117 cidades de 23 estados e o Distrito Federal. Os dados foram levantados entre os dias 8 e 13 maio. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 11.266/2010.


O site G1 fumou o que mesmo?!?!



Essa semana a oposição da nossa minúscula imprensa frente ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do Governo Federal beirou o ridículo. Às vezes tenho certeza que essa turma cheirou ou fumou algo muito forte. Subestimam de forma flagrante o bom senso da platéia.
O G1 (site da Globo) teve a cara-de-pau de chamar mais um daqueles pseudo especialistas não sei lá de que para "descer a lenha" nesse ambicioso plano de inclusão digital do Governo Federal. Com o título de: ‘Internet a 512 kbps não é banda larga’, minimizou descaradamente o que realmente representa a importância desse plano e propositadamente esqueceu de lembrar aos leitores que a internet no Brasil, no modelo que está, é uma das piores e mais caras do mundo. Herança do (des)governo de FHC do PSDB.

Faltou lembrar que:

1 - O Brasil é o único país do mundo onde compramos internet 3G e levamos apenas 1/2G, é como se comprássemos 1Kg de feijão, mas só levássemos para casa 600g. E o pior é que os usuários de internet 3G, como em efeito coletivo, já se conformaram - numa boa - em pagarem (e não é barato) por um serviço que não é cumprido conforme contrato.

2 - O Speedy, a internet da Telefônica que atende os estados de São Paulo, Rio, Santa Catarina e parte de Minas, é considerado exemplo de péssimo serviço prestado ao consumidor, é campeão de reclamações no Procon, ficou proibido de aceitar novos clientes e quase sofreu intervenção da Anatel.

3 - O Velox, a internet da Oi, é considerada uma das mais caras do Brasil, até pouco tempo custava R$ 85,00 por 300Kbps. Prestem atenção nesse dado, para termos uma idéia do quanto era astronômica a tarifa do Velox: O valor cobrado pela GVT, recém chegada concorrente da Oi aqui no Ceará, custa R$ 69,00 por 10Mbps, mais telefone fixo ilimitado e outras vantagens. Viram só?!?! Sem falar do péssimo atendimento ao consumidor, colocam sempre uma gravação para atender o usuário e depois de muita perca de tempo e muita raiva, consegue-se falar com uma atendente que sempre diz  mesma desculpa: "-Sr. está havendo manutenção na sua área, favor aguardar 48h..." Absurdo!!!

4 - Que o acesso a internet reflete o tamanho da conta da desigualdade social, ainda existente no nosso país. Para termos uma idéia, apenas 2% dos lares do estado do Maranhão estão conectados na rede mundial e somente 7,7% da população desse estado acessam a rede de outros locais que não seja dos seus domicílios. É difícil acreditar, mas é verdade, segundo dados do Mapa das Desigualdades Digitais do Brasil.

5 - Esqueceu de lembrar também que entre a população mais rica sobe para 56,3% o percentual de casas com acesso à rede – “uma diferença de 7.600%”, segundo a pesquisa.

6 - Ainda de acordo com o estudo, cerca de 28% da população brasileira auto declarada branca na Pnad utiliza a internet, de maneira geral – mais que o dobro dos 13,3% da população negra.

E o que está por trás desse desespero dos barões da mídia com essa iniciativa do governo?

O FIM do monopólio da informação e da verdade! Com o advento da internet surgiu a figura do canal de informação colaborativa, caso dos Blog's entre outros, ferramenta indispensável na difusão de notícias sem corte, sem filtros e sem censura.
Já que a internet é um território livre, há a opção de confrontação dos fatos com outras fontes, diferente do acontece com os fatos editados pelos telejornais ou grandes portais de notícias (que pertencem aos mesmos donos).

Esse desespero também encontra amparo na queda vertiginosa das receitas com publicidade, pois, as empresas passaram investir pesado em marketing na mídia digital. Assim, o que antes era investido somente em comercial na televisão ou jornal impresso, agora vai para aquele site de músicas, aquele site de games, aquele blog que fala noivas, política ou futebol, enfim. Houve uma pulverização do montante investido em marketing por parte dos grandes financiadores da grande mídia.

Retorno à vida de uma gigante do Estado Brasileiro, o sistema Telebrás, principal financiador do Plano Nacional de Banda Larga que prevê tarifa de R$ 15 para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e com limitação de downloads, e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps, para todos brasileiros, independente da cor, classe social ou região.

terça-feira, 27 de abril de 2010

De volta ao trabalho



Colocando os assuntos em dias, o mês de abril foi marcado pelos Finais e Recomeços que terão desdobramentos importantes no decorrer de 2010.

Um final importante foi o Fim (com "F" maiúsculo mesmo) da Era Gilmar no STF. Era marcada por sucessivos atentados ao senso comum e à Justiça deste país, como por exemplo, centenas e centenas de entrevistas concedidas à imprensa adiantando os autos do processo. Somente para termos uma idéia, em nenhuma democracia séria no mundo, houve registro de um juiz da Suprema Corte antecipar seu veredicto para um possível réu via imprensa. E pior, sem antes tem começado o processo. Outro absurdo da Era Gilmar foi a concessão de 2 habeas corpus em menos de 48 horas para um mesmo paciente para 2 crimes diferentes, impressionante sua eficiência nesse processo, uma espécie de Usain Bolt do judiciário. Nem precisa lembrar que por coincidência ou não, esse paciente era branco, rico, muito rico, e de olhos azúis.

Outro final importante que merece comemoração foi o Fim (com "F" maiúsculo mesmo) da farra indiscriminada e galopante por parte dos institutos de pesquisa da Globo e da Folha de São Paulo, no caso IBOPE e Data Folha, respectivamente. Em função de outros 2 institutos, Vox e Sensus, terem dito NÃO a essa indústria de mentiras responsável muitas vezes por mudarem o curso da história de um povo.

Falando de recomeços, foi lançada a candidatura tucana ao Planalto, trata-se de um velho conhecido dos filhos mais sofridos dessa nação, pois todas as vezes que o país quebrou na década de 90, e não foi somente 1 e nem 2, e sim 3 vezes, os mais pobres foram quem mais sofreram. E advinha quem estava lá ao lado de Fernando Henrique Cardoso capitaneado as vendas do nosso patrimônio? Quem? Quem? Pois é Sr. José Serra... para você somente resta apostar alto e ir para o tudo ou nada, como já está fazendo muito bem com amplo apoio da sua minúscula imprensa do eixo Rio-São Paulo.
Só falta combinar com os eleitores do Nordeste, Norte e ampla maioria do Centro-Oeste.

Outro recomeço nesse mês de abril foi a arriscada aposta da minúscula imprensa brasileira na parvoíce do povo, prova maior são as capas de um tal de revista veja que insiste se vender como um veículo de imprensa devendo assumir-se como um partido político. Vejam a diferença no tratamento da velha e falida mídia em relação aos estados de SP e RJ. Em São Paulo (de Serra) a culpa da chuva é de São Pedro. Já no Rio (de Sérgio Cabral apoiado por Lula) a culpa é de ingerência do Estado.
Importante frisar que em qualquer lugar do Brasil ou do mundo um Estado sério tem o dever de zelar pelo bem dos seus cidadãos, sobretudo dos mais necessitados, pois algo em comum nas tragédias de Santa Catarina, São Paulo e Rio foi a classe social no qual as vítimas pertenciam, ou seja, sempre os mais pobres pagam a conta, nesses casos, com a vida.





                                                                                                                                                      

Informe:



Prezados leitores(as), seguem minhas sinceras desculpas pela ausência e agradecimentos pela compreensão que tiveram com o signatário deste blog que há mais de um mês ausentou-se da militância digital.
A razão foi a minha total dedicação a um projeto de cunho pessoal que realmente carecia da minha integral atenção.

27/04/10 - Um Dia Deveras Especial


sexta-feira, 19 de março de 2010

Operação “Tempestade no Cerrado”: o que fazer?

 B

Mauro Carrara escreve sobre uma operação que, claramente, já está em curso. Texto na íntegra Blog do Rodrigo Vianna.

Passado o Carnaval, os setores ligados aos tucanos - na grande mídia - se desesperaram. A sequência de notícias ruins para eles, desde o fim do ano passado, é impressionante: enchentes em São Paulo, Arruda preso, o DEM desmoralizado, (Kassab cassado - Rafael Chaves), o PSDB sem discurso diante da recuperação da economia. Para completar: Serra caiu e Dilma subiu nas pesquisas.
A oposição ao governo Lula bateu os tambores no convescote organizado pelo Instituto Millenium. Ao perceber que os partidos de oposição caminhavam para a anomia, os donos da mídia asumiram o controle da oposição. E as manchetes, capas e títulos distorcidos se avolumam.

É guerra. É a tempestade no deserto:

Pesquisa IBOPE saiu a campo (coincidência, em se tratando do IBOPE?) na última semana, em meio à tempestade de manchetes anti-governistas. Resultado deve ser divulgado nos próximos dias, pela CNI.
Toda a esperança dos tucanos da mídia é que Serra tenha conseguido estancar a sangria dos votos. Aparentemente, não conseguiu. Há informações de que Dilma já aparece (numericamente) à frente de Serra, apesar de a situação (ainda) caracterizar empate técnico.

Nos próximos meses, entraremos num ritmo frenético, parecido com o de 2005 - quando setores da mídia tentaram derubar Lula. Agora, sabem que não podem derrubá-lo. Mas bastaria a eles arranhar a imagem do PT, e vender a idéia de de que "Lula a gente tolerou, mas Dilma - a terrorista - não vai chegar lá".

“Tempestade no Cerrado”: (Em referência a alta popularidade de Lula no Nordeste - Rafael Chaves) é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium. A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores. A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.

As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.

1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás: Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado. A  tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.

Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU / Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009 / Criam deturpações numéricas.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso. Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas. O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis. Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada. A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses. A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.

Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Três deles merecem destaque...

1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.
2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.
3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.

O que fazer:

Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo. Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos. Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.

São cinco as tarefas imediatas...

1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.

2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.

3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.

4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.

5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.


A guerra começou. Não seja um desertor!

O que me contaram sobre o Titanzinho



Professor Oswald Barroso escreve sobre o Titãzinho:

Contaram-me que os moradores do Titanzinho darão graças a Deus quando o estaleiro der um fim à sua praia porque, sendo pobres e analfabetos, pouco estão ligando para a paisagem, embora ali o mar tenha peixes fartos e as melhores ondas para surfar de todo o Brasil. Pouco se importam também, disseram-me, que um paredão se instale entre eles e a praia, porque se pode passar muito bem sem jogar bola ou mesmo sem correr pela areia, tomar uma cerveja, olhar a lua, o pôr do sol, fazer qualquer coisa, desde que se tenha grana no bolso, emprego seguro, como promete um bom estaleiro. Contaram-me, inclusive, que eles concordam, até mesmo, em dissolver a comunidade se for necessário, empestada de funkeiros, ladrões e traficantes. Um estaleiro os livraria dos bandidos e vagabundos.

Em outra ocasião, deram-me o exemplo de um estaleiro que, chegando numa praia parecida com aquela, gerou emprego e renda, transformando de tal modo a vida do povo que muitos de seus habitantes, em pouco tempo, já possuíam carro e casa própria. Pareciam arautos de Deus, reunidos em uma assembléia do Olimpo, esses que falavam envergando paletós. Munidos de números e palavras técnicas, despejavam argumentos, demonstravam absoluta convicção no que diziam, embora alguns deles fossem ainda muito jovens. Como se tratava de grave questão e houvesse resistência, pois afinal não se condena todo dia uma praia com sua cultura ao desaparecimento, a maioria lavou as mãos e passou a responsabilidade aos técnicos. Caberia à ciência, essa nova religião, a palavra final. Os órgãos responsáveis pelo meio-ambiente dariam a palavra final. Assim estaria garantida a assepsia e a neutralidade da decisão, embora não estivessem esquecidas de todo as manchetes nos jornais dando conta de casos graves de corrupção comprometendo decisões e laudos técnicos dos citados órgãos.

No sábado fui visitar o Titanzinho. Ver para crer, ouvir com meus próprios ouvidos. Levei uma caderneta e uma máquina fotográfica. Voltei a ser repórter. Fui direto ao assunto. Anotei primeiro o que estava escrito em um muro de frente à praia. Tinha tudo a ver: “Contaram-me que os peixes não se importam de serem pescados, pois tem o sangue frio e não sentem dor. Mas não foi um peixe que me contou isso.” Havia um recital de poesia promovido pelo Grupo Chocalho com a participação de rappers locais. Alguns contaram em versos a história das lutas dos moradores para não serem despejados do Bairro Serviluz. Outro falou a propósito da ameaça da instalação do estaleiro na praia do Titanzinho: “Querem arrancar um pedaço do meu coração!”

As pessoas comentavam desconfiadas as promessas de emprego e renda advindas do estaleiro. Anotei uma fala: “- Quando construíram este porto aqui, com todas essas empresas, também prometeram emprego para o povo do bairro.” A propósito, o estaleiro citado acima, gerador de tantas maravilhas, fica em Pernambuco, em zona rural bem distante do Recife, local apropriado, portanto, longe dos centros urbanos, lugar bem diferente de um “santuário” da cultura praieira, como o Titanzinho.

Isso mesmo, o povo do Serviluz não abre mão de sua praia, foi o que lá me disseram. E eu digo: o Titanzinho é um patrimônio natural e cultural da cidade. É chão sagrado, é mar sagrado, onda de Tita Tavares e de outros Titãs. É patrimônio de Fortaleza. Nós não abrimos mão dele, nem por trinta bilhões, quanto mais por trinta tostões. Que as máquinas do dinheiro vão ranger noutro lugar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Homenagem as Mulheres

b

bMulher amiga, amante, mãe
Mulher que inicia seu dia trabalhando
E termina, amando...
Mulher que protege, luta briga e chora
E que nunca deixa o cansaço
Tirar o seu sorriso, sua força, a esperança
Que está sempre pronta a amar, e proteger a sua prole
Sua vida, o seu amor
Mesmo que esteja chorando por dentro
No seu olhar esta sempre presente
A força de lutar por tudo o que quer

Mesmo cansada
Está sempre pronta para seguir em frente
E quando cai, se levanta tirando de sua queda
Uma grande lição
Aprendendo então, a passar por cima das armadilhas da vida

Mulher Guerreira que se torna
Forte e frágil ao mesmo tempo
Que busca dentro de seu interior a força
Que chora para poder se fortalecer
Através das lágrimas que rolam
Que se levanta para poder
Levantar a quem está em sua volta
Precisando de uma palavra de carinho
De esperança, de amor...

Essa é a mulher guerreira
Que se faz de forte
Mas ao mesmo tempo é tão frágil
Como um cristal...
Mas que não se deixa quebrar tão facilmente
 
Poema: Nancy Cobo
 
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em homenagem as conquistas econômicas, políticas e sociais alcançadas pela mulher.
Na virada do século XX, o rápido processo de industrialização levou a muitos protestos denunciando as más condições de trabalho e salários reduzidos. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos no 08 de Março de 1857, em Nova Iorque. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada e aproximadamente 130 morreram queimadas.
Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague (Dinamarca), dirigida pela Internacional Socialista e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido no dia 08 de Março.
As comemorações foram revitalizadas pelo feminismo somente na década de 1960 e apenas em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a data foi oficializa pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na verdade, a mulher não precisa de um dia específico, de uma data pré-estabelecida, o seu dia, são todos os dias, pois estão vivas e são atuantes independentemente de dia, na verdade, nunca têm folga!

Viva a mulher, não somente no dia 8 de março ou no segundo domingo do mês de maio, mas viva a mulher, todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, porque a "mulher" é sempre "mulher" todo o tempo.

Em defesa da Reforma Agrária



Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo.

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários, grileiros – e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa campanha claramente orquestrada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo “grave atentado”. A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é “bandido”, é “marginal”. Exemplo claro de “criminalização” dos movimentos sociais.

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade” que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e “provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela “violência no campo”.
Trata-se de grave distorção.

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.
No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido…

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar – nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio.

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades.

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária.
Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo.

Se você pensa assim, compareça ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, no próximo dia 11 de março, e venha refletir com a gente:

Por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida?

Como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?

- Como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil?

É o convite que fazemos a você.

Assinam:
Altamiro Borges, Antonio Martins, Dênis de Moraes, Hamilton Octavio de Souza, Igor Fuser, João Brant, João Franzin, Jorge Pereira Filho, José Arbex Jr, Laurindo Lalo Leal Filho, Luiz Carlos Azenha, Renato Rovai, Rodrigo Savazoni, Rodrigo Vianna, Sérgio Gomes, Vânia Alves, Verena Glass.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nota de agradecimento



Gostaria de agradecer a Deus, amigos(as) e família; mentores do signatário deste canal de informação colaborativa que em seu primeiro mês no ar recebeu mais de 500 visitantes que trilharam outros caminhos na busca do valor máximo intangível do século XXI - A informação.

Rafael Chaves

Papagaios de telejornal

b

Declarar e defender nossas convicções políticas custa uma generosa dose de paciência com os amigos cuja única fonte de informação é um telejornal, às vezes, um portal de notícias da mesma empresa, ou quando muito, a capa de um semanário comprometido até os dentes com interesses espúrios. Não encontro explicação lógica quando esses mesmos amigos se divertem em colocar em xeque nossas crenças ideológicas. Até ontem pensei que isso acontecia somente comigo, mas não! Durante o aniversário de um querido amigo na noite do último domingo, presenciei um verdadeiro bombardeio ao aniversariante por parte do irmão dele. Os questionamentos eram os mais variados, tipo: Cadê a obra tal? Cadê o hospital tal? Por que a Avenida Luciano não sei lá das quantas ficou tanto tempo interditada... e por aí foi...! 

É amigos... isso também acontece comigo quase todos os dias... Ainda bem a maioria dos críticos do programa de governo no qual acredito são ótimos papagaios de telejornal, ou seja, apenas reproduzem o que é permitido que eles vejam. Isso porque nossa minúscula imprensa sempre escolhe qual será a pauta do dia. Prefere atuar na fabricação de factóides com alicerces de areia a antecipar um debate sério como a tão urgente reforma política, incluindo o Judiciário.

Separei dois factóides, dos tantos que recebo via e-mail, para demonstrar o quanto é fácil derrubar por terra os descalabros da nossa minúscula imprensa. Trata-se da ficha falsa da Ministra Dilma publicada pelo jornal Folha de São Paulo e a pseudocrise entre César Ciélo e o Presidente Lula publicada pelo jornal O Estado de São Paulo.

1º Essa ficha foi publicada no dia 05/04/09 na CAPA do jornal paulista Folha de São Paulo, e no dia 25/04/09, no rodapé de uma página perdida entre outras tantas, reconheceu tratar-se de uma ficha falsa! Só aqui no Brasil mesmo acontece isso, pois, em qualquer outra democracia séria no mundo, essa jornalista teria sido punida pelas leis vigentes, em ter publicado algo sem autenticidade da fonte e conteúdo! Segue artigo do Observatório da Imprensa acerca do episódio, clique aqui.

2º Ciélo reclamou da falta de incentivos para o esporte aqui no Brasil e a pitada generosa de pimenta ficou por conta do jornal. É verdade sim, que Ciélo não é um atleta "prata da casa" por falta de investimentos! Acontece que os maiores patrocínios vêm da iniciativa privada, e são para atletas ou categorias já consagradas! Nesse caso, a empresa privada não está fazendo nenhum favor ao esporte, está usando a imagem do atleta visando interesses puramente comerciais.
Já os investimentos do Estado Brasileiro no esporte, vêm através de incentivos fiscais, ou por via das empresas públicas, e essas sim são as que mais investem no esporte como uma forma de acelerar a inclusão social e difundir o esporte. Talvez tenha sido por isso, que pela primeira vez um Chefe de Estado, recebeu o Troféu Personalidade Olímpica 2009, e foi aplaudido de pé várias vezes durante o eventos pelos atletas do Comitê Olímpico Brasileiro, inclusive pelo próprio Cesar Ciélo.
Lembro também o papel de destaque assumido pelo Brasil no cenário internacional do esporte reconhecido pelos mais importantes conselhos, entre eles, FIFA e COI, que nos confiaram a Copa 2014 e Olimpíadas 2016, respectivamente, sem esquecer dos Jogos Pan-americanos de 2007, além dos tantos mundiais das mais diversas categorias do esporte realizados no Brasil.

É amigos... já faz um tempo que este país deixou de ser o país do "quase", hoje somos o país do "Sim, deu certo!"
É verdade também, que ainda há muito que ser feito, muito mesmo, principalmente no combate das distorções no social, no fiscal e na política!

Mas o importante é que já começamos a fazer! E isto não pode parar!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O que mais a Globo esconde?

b

por Marco Antonio Araujo, em seu blog

Inúmeros colegas da imprensa já deram o recado: a audiência dos Jogos Olímpicos de Inverno foi surpreendente. Quem achava que a Record ia entrar numa fria se deu mal.

O povo não é bobo. É capaz de ligar seu televisor para conhecer e se encantar com novidades. O brasileiro é curioso e tem bom gosto. Não é o estúpido que alguns barões da mídia acham.

O que me interessa discutir aqui não são as estranhas regras do curling ou do skeleton, mas as entranhas de outro jogo. O de esconde-esconde. Não aquele da infância de todos nós. Mas a brincadeira que a Globo faz com seus telespectadores.

A Velha Senhora detinha os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno há anos. Mas o escondeu de todos nós. Pagou para não exibir. Nem deixar que outros exibissem. Encastelada no Jardim Botânico, decidiu o que uma nação gostaria ou não de acompanhar. Talvez porque nos julgue estúpidos demais.

Mas tão estúpidos que a Globo resolveu simplesmente ignorar os Jogos de Vancouver. Não deram um segundo sequer sobre esse fenômeno que tomou conta das nossas telinhas. Esconderam de novo! Em resposta ao Estadão, que no último dia 19 publicou a pergunta óbvia (por que vocês não falaram dos Jogos de Inverno?), veio a arrogância.

Descreve o jornal: “a emissora alega que não falou sobre o evento porque não viu fato ‘relevante’ (um competidor morreu em uma prova), não possui os direitos de transmissão – que foram da Globo até 2006 e agora são da Record – e porque não possui ninguém de sua equipe lá cobrindo. Opa: e a turma do Sportv?”, conclui a colunista Keila Gimenez.

Traduzindo: em 2006 foram realizados os Jogos de Inverno de Turim, na Itália. Lembra? Não, ninguém pode lembrar, só os executivos mestres globais.

A morte do atleta georgiano, no luge, foi tão irrelevante que a imprensa mundial noticiou. Sobre a turma do Sportv, eles são da Globo, estão lá, dividem a cobertura de inúmeros outros eventos, vivem usando microfone com o logotipo das duas emissoras, mas neste caso… e agências de notícias? Coitada, a Globo não deve assinar nenhuma delas.

Esse esconderijo platinado é bem amplo, nele cabe um montão de coisas. Nesse esconde-esconde, ficamos sem ver as Diretas Já. Esconderam mais de um milhão de pessoas no comício do Anhangabaú. O Lula só apareceu quando virou presidente da República. Aí não dava mais pra esconder.

Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes não tiveram a mesma sorte. Sumiram.

Precisaram morrer para aparecer. Aí já era tarde. Só de uma coisa eu não reclamo. A Glória Maria pode continuar escondida.

A Globo, pensando bem, escondeu o quanto pode a história do Brasil. Quem estudar nosso país pelos arquivos do Jornal Nacional nem vai saber que houve uma ditadura militar.

Por isso, temos que torcer para que a concorrência aumente. Para que não haja líder absoluto, concentração de poder, esconderijos.

Aí, sim, a Velha Senhora vai ter que se esconder. De vergonha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Veja para NÃO ver mais.

b

Amigos(as), dedico este post ao meu camarada de luta Afonso Tiago que no último sábado publicou em seu blog excelente texto alertando para mais uma manobra maliciosa e criminosa de fazer jornalismo sujo encabeçado pela revista veja (minúsculo mesmo), que há muito tempo deixou de cumprir seu papel de veículo informativo e passou a ser o maior braço político em prol de interesses nefastos.

O Caso Veja, muito bem traduzido pelo jornalista Luis Nassif nos conforta com a esperança que nem tudo está perdido, pelo contrário, há uma legião de jornalistas sérios e conceituados que denunciam esta revista e hoje este semanário se encontra afetado em seu miocárdio e sistema nervoso central, ou seja, em suas receitas e credibilidade, respectivamente. Sua tiragem desabou e o ano de 2009 fez acender o sinal amarelo na redação deste panfleto partidário, pois, somente no eixo Rio-São Paulo, esta revista levou um NÃO de mais 135.000 leitores, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação).

Outra surra e derrota merecida que este semanário sofreu aconteceu numa sessão da Assembléia Legislativa do Ceará, onde foi rasgada ao vivo, perante as TV's locais e deputados da casa, pelo Dep. Estadual Lula Morais (PC do B/CE), em resposta a uma matéria preconceituosa contra a cidade de Sobral-CE, fundamentada em argumentos falaciosos, na tentativa de atingir o Dep. Federal Ciro Gomes (PSB/CE). Clique aqui para ler a repercussão do episódio.


O vídeo que segue é muito interessante mesmo. Recomendo vê-lo até o fim, indispensável com som!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jornalismo Kill Bill, no Ceará, Nunca Mais.

B

No último dia 03/02/10 foi desferido o segundo tiro no lado esquerdo do peito dos veículos de comunicação cearenses que insistem em prestar desserviço à sociedade e ao jornalismo sério. O primeiro veio em setembro de 2009, quando o secretário de segurança Pública do Estado do Ceará, Sr. Roberto Monteiro, determinou que fossem respeitadas a intimidade, a vida privada e a honra daqueles considerados objetos de investigação, ou seja, nada de expor ou explorar de qualquer forma a imagem dos presos.

O segundo veio da Sra. Nilce Cunha Rodrigues, procuradora do Ministério Público Federal no Ceará, que entendeu ser abusiva e fere o Artigo 5º da Constituição, Inciso X exposição do preso na imprensa, sem sua autorização.

Tais, determinação e entendimento, respectivamente, fizeram ruir a indústria dos lucros dos telejornais policiais (tipo Kill Bill) das emissoras com esse tipo de programação. Com o falso argumento de oferecerem aos presos oportunidade para defender-se; este espaço era utilizado para fazer chacotas, zombarias e "gracinhas" sarcásticas com os mesmos. A única coisa que essa indústria estava interessada era na audiência e garantia dos lucros. E os presos? Aos presos às favas! Após uma exposição totalmente desviada da sua finalidade e sem sua autorização, certamente, seu retorno ao convívio social e profissional, seria seriamente comprometido, alargando ainda mais o fosso dos excluídos e marginalizados.

Essa indústria estava tão bem que já existia há mais de 15 anos e nos dias atuais ocupava o horário nobre em 3 dos 4 canais mais assistidos no Ceará. E não pára por aí, pasmem, essa indústria conseguiu eleger vários deputados estaduais que outrora foram apresentadores ou repórteres desses mesmos telejornais.

A engrenagem dessa indústria era complexa, começava nas redações dos telejornais, passava por policiais militares, que estranhamente ligavam diretamente para o repórter, no andamento de uma ocorrência (em troca não sei de quê, prefiro não ser julgar) e terminava com a conivência dos delegados nos distritos policiais.

A farra desses telejornais acabou; e as atuais circunstâncias os forçaram mudar todo escopo, além verem suas receitas oriundas dos anunciantes irem ralo a baixo. Incompetentes como sempre foram, sequer tentaram submeter esse modelo falido a um redesenho em nome da sobrevivência. Decidiram pelo caminho mais fácil; promoveram uma verdadeira campanha junto à sociedade no intuito de colocá-la contra o Poder Público em nome de interesses puramente comerciais, com isso, ameaçando a ordem pública.

Portanto, toda vez que algum apresentador e/ou repórter reclamar desses limites corretamente impostos pelo Poder Público, sob o argumento da liberdade de imprensa, direito da informação, retorno da censura, blá, blá, blá,... devemos lembrar que: jornalismo sério se faz com isenção de valores, nunca opina, sempre informa e deve contribuir para o desenvolvimento da sociedade!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Qual será a 4ª fase?

b

Amigos(as), a Operação 2010 capitaneada pela nossa minúscula imprensa e setores mais conservadores da sociedade para evitar que o atual governo eleja seu sucessor ou sucessora - prefiro sucessora - começou faz tempo e já encontra-se em sua 3ª fase.

1ª fase: Começou já nos primeiros meses do 1º mandato do atual governo, onde a mira estava sempre apontada para pessoa do Presidente Lula. Sempre tentando colar no Presidente o rótulo de despreparado com limitações culturais. Entre tantos exemplos amplificados em exaustão pela imprensa, cito a pergunta que Lula fez ao técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, antes da Copa de 2006, se Ronaldo Fenômeno (Baleia), estava ou não gordo. Essa pergunta, com uma dose bem generosa de pimenta, rendeu muitas e muitas páginas de jornal e portais por vários dias. Resultado: a confiança do brasileiro no Presidente continuava em alta.

2ª fase: Partindo do princípio que Lula era (e ainda é) de teflon, ou seja, é uma tarefa cada vez mais difícil tentar "colar rótulos" no Presidente; inicia-se a 2ª fase da Operação 2010, que consistia em desgastar os assessores e articuladores mais próximos e instituições estratégicas do governo. Nessa segunda fase, as forças do mal, lograram "bons" resultados . Provocaram baixas importantes no governo, entre eles: Cristovam Buarque, Luciana Genro, Heloísa Helena, Chico Alencar, entre outros, sem falar nas baixas dos envolvidos no triste episódio do mensalão. Teve destaque também nesta fase algo inédito na história do nosso país, a fabricação gratuita de factóides. Um desses tantos factóides foi o responsável para condução do pleito presidencial para o segundo turno nas eleições de 2006, onde os principais telejornais da noite de sexta-feira 29/09/06, isto é, antevéspera das eleições, omitiram a morte de 154 pessoas no Vôo 1907 da Gol e deram especial destaque as fotos do dinheiro, divulgadas pelo delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira, apreendido pela corporação que seria usado por membros do PT para compra de um dossiê das maracutaias dos tucanos.

3ª fase: Agora a mira aponta não mais o Presidente Lula ou articuladores do governo, a "bolinha vermelha" aponta para o legado mais importante construído pelo atual governo, as políticas sociais, entre eles os programas de transferência de renda, programas esses, que foram o oxigênio da economia brasileira, durante o ano passado, auge da crise mundial, fato que não será reconhecido pelos economistas da Escola Austríaca* (defensores do princípio do Estado Mínimo), mas será confirmado por qualquer outro economista do Brasil e do mundo comprometido com a verdade. A revista veja (minúscula mesmo) publicou essa semana uma reportagem criminosa, recheadas de mentiras e malandragem jornalística, acerca do Bolsa Família, com o título: Bolsa Cabresto. Os dados dessa matéria foram imediatamente rebatidos e desmentidos por vários setores da sociedade, a revista reconheceu o erro e se negou publicar nota de correção do crime cometido em suas páginas manchadas com o suor do "trabalho sujo". Outros programas na mira desses personae non gratae são o Prouni e Sistema de cotas para acesso ao ensino público superior, que todos nós sabemos, nunca foi para pobre e sim para os filhos dos mais abastados. São inúmeros os pedidos de ilegalidades ingressados no STF contra esses dois importantes programas. Adivinhem quais setores da sociedade e partidos políticos são contra esses programas... basta entrar no site da Suprema Corte e conferir você mesmo.

Sem mais delongas pergunto aos meus queridos leitores(as): Quando e como será a 4ª fase?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Outros Casoys

B
b
Amigos, o preconceito é a pior chaga de uma sociedade, e pior do que essa chaga é o fato dessa sociedade conseguir viver com ela em harmonia. Somente nos últimos 30 dias tivemos 3 flagrantes absurdos a quanto anda a moral e valores éticos dos formadores de opinião* do nosso país. Os 3 atentados contra nosso senso moral de respeito ao próximo tiveram menos importância nas rodas de amigos do que os lances da Fazenda, BBB, Futebol e Novela das 8.

O primeiro veio na virada do ano na edição do Jornal da Band onde o apresentador, Sr. Boris Casoy, rasgou a carta do respeito e destilou o veneno contra dois humildes garis, que durante o exercício da sua profissão desejaram a todos brasileiros Um Feliz Ano Novo. Casoy, sem perceber que o áudio estava ligado durante a reportagem, disse: "Que merda... dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. Dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho..." Viram só? Sem comentários... Esse Senhor deveria ter saído de lá preso e algemado.

O segundo veio de um dos jornais mais tradicionais do país, O Globo, edição de 5 de janeiro de 2010, durante as férias do Presidente Lula no mês passado. Publicou na capa do jornal, antes da dobra, uma foto do Presidente carregando uma caixa de isopor na cabeça, num momento de lazer com sua família, com o seguinte título:
A Farofa de Lula. Parece mentira, mas é verdade... Qual a intenção do jornal com esse título? Para mim, a imagem explica porque Lula é o brasileiro mais confiável. Lula fala e vive no dia-a-dia o que diz em público. Nunca negou suas origens de homem simples e humilde.

O terceiro veio na sexta-feira passada no blog de um blogueiro de aluguel hospedado no site da revista Veja. Que inclusive tem coluna semanal nesta mesma revista, que diz o seguinte: "É este o outro mundo possível dos fedorentos do Fórum Social Mundial?" Para quem não sabe o Fórum Social Mundial - FMS, ver: http://www.forumsocialmundial.org.br/ é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONG's e outras organizações da sociedade civil. Acontece em 7 países, teve sua 10ª edição este ano e teve a presença do Presidente Lula. Quer dizer que são fedorentos aqueles que lutam por uma vida melhor para todos nós, inclusive o Presidente do país? Ou esse cara quer que fiquemos onde estamos, para a casta falida de princípios morais, com complexo de superioridade, que ele pertence continue onde está?

Você decide se devemos continuar consumindo os produtos e mentiras desses Casoys, Jabores, Mírians que sequer não têm o mínimo de escrúpulos e respeito por nós leitores!

Deixo um livre pensar pra meus leitores: O que será que esses sacanas pensam dos nordestinos, negros, pobres, famintos, homessexuais, analfabetos, desempregados, presidiários, macumbeiros, portadores de necessidades especiais, portadores do HIV, prostitutas, mães solteiras, obesos, cotistas das universidades públicas, enfim, ou qualquer minoria que sofre algum tipo de discriminação da sociedade?

Reconciliação com o otimismo

B

É fato! E nem mesmo a nossa minúscula imprensa está conseguindo esconder. A Reconciliação dos milhões de filhos desta nação com o otimismo e esperança de uma vida melhor para todos. Entre as muitas razões para os dias dourados que hoje vive o país, merecem destaques: as políticas fiscais e fortalecimento das políticas sociais adotadas no auge do resfriado ou marolinha econômica que passou pelo país. Só lembrando, alguns - os "especialistas" (só não sei de quê) - diziam que seria 11º Praga do Egito trazida a galopes pelo 5º Cavaleiro do Apocalipse.
Políticas estas que foram na contramão de tudo o que já foi feito momentos parecidos e contra o que diziam estes mesmos "especialistas". Mas como diz o velho e bom adágio popular, nada melhor que um dia atrás do outro.
Outro fato que contribuiu para esses dias que vivemos foi a distinção das prioridades e necessidades mais básicas do nosso povo, repartindo de forma justa entre ricos* e pobres** os frutos do nosso trabalho e riquezas naturais da nossa terra. Tenho a lamentar a postura e o reconhecimento velado deste momento mágico e inédito que vivemos por parte dos setores mais conservadores da sociedade, sobretudo da imprensa. Espero que este caminho que tomamos seja sem volta e que a sucessorA do atual governo avance ainda mais na estrada para transformação do Brasil em um país sem fome, mais justo e próspero para todos os cidadãos.
* Nunca os bancos brasileiros ganharam tanto dinheiro. É uma pena!
** Nunca um pobre pensou que teria computador, e com internet!